Testávamos hipóteses lúdicas: vocábulos ímpares, proparoxítonos, infâmias excêntricas, pérolas cômicas.
Brincávamos cândidos, ríamos súbito, íntimos.
Ângulo ótimo, árbitro péssimo, átimo, ínfimo, átomo côncavo. Química atônita, física apócrifa.
Dígitos rápidos, bólidos sólidos, símbolos fálicos. Cânticos pândegos, tímida música afônica.
Idílio paradisíaco, triângulo mâgico, refúgio cômodo. Recôndito útero, pórtico rútilo, músculo sôfrego. Êxtase rítmico, legítimo relógio biológico. Cópula tântrica, cúpula altíssima, círculo máximo. Frêmito lúbrico, místico júbilo, píncaro fúlgido.
Púcaro búlgaro, Ícaro, Fígaro, sátiros frívolos, plenário pífio.
Sizígia plenilúnica, órbita telúrica, pétreo pretérito. Pérfida prédica, pálida alvíssara, próximo sábado.
Préstimo magnânimo, silêncio último.
P.S.: Graças ao Roney, este sítio recuperou a acentuação e demais sinais gráficos, pondo fim ao qüiproquó instituído pela sistemática bloguística há mais de um aniversário. Ósculo básico a todos. :)
Enquanto um elefante faz arte com a tromba...
...um ser (des)humano - ao que tudo indica - matou a filha com as proprias maos.

Que mundo eh esse?
Obs: Mais reflexoes sobre o caso do paquiderme pintor no Blog da Milk.
E deficiente mental, podem?
(foto: Regina Grellet)
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Tem post meu no Blog da Milk.
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Meu atual mutismo tem uma razao de ser: estou me mudando pra Sao Paulo, o blog estah mudando de sistema, estah tudo em transito na minha vida neste momento.
Se este sitio ficar fora do ar por uns minutos, horas ou dias, a razao eh essa.
Mas eu volto, viu? Repaginada e acentuada, se Deus quiser.
E a Mami disse que, com acento, ela tambem volta a escrever por aqui.
Aguardem as boas novoas!
Beijos a todos.
Quis Cuba Libre;
embargado, nao caiu!
- so' chamou Raul
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Po, que pena,
eu nao sou pop!
Nao escrevo soap-opera
nem letra de hip-hop...
No meu verso
invento moda,
minhas redondilhas
fecham,
porem no universo
fashion,
confesso:
nao to no top.
O ultimo show
eu nao vi,
so escutei
a zoeira
(nao ganhei uma pulseira
para o curralzinho vip).
Vai bem baixo meu ibope:
nao sou apresentadora,
nem garota de programa,
nem miss,
nem BBB,
nem policial do Bope...
Mas tambem posso aprender;
to a fim de dar um up!
Aparecer na TV
e ganhar uma bolada,
antes que a chance me escape.
Resolvi vender a pena
e o meu contrato com a musa,
em negociata espuria,
pra um tabloide classe Z.
Vou ver se compro, com o troco
um armamento pesado,
um pente de chumbo grosso
e um modelito que arrase.
Adentro algum mega-evento
e, ao som de um funk indigente,
disparo verbos em furia
no primeiro que passar!
Saio mandando objeto
direto pra todo lado;
se o sujeito discordar,
vai tomar no predicado...
Briga sempre junta gente:
aproveito os paparazzi,
vou logo tirando a blusa.
Meio minuto de fama
eh mais que suficiente
pra eu deitar, fazer a cama
e editar a obra completa.
Pois finalmente a poesia
vai estar em cada banca
- num ensaio da playboy:
Poetisa aliterada
abusa da lingua e arranca
a roupa que o rato roi
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(fonte da imagem: http://www.thepinupfiles.com/frahm.html )
Este blog esteve fora do ar por 3 dias, depois voltou, depois sumiu de novo, ao que parece por problemas com o Servidor, entidade supra-humana que desconheco mas Louvado seja e nos mantenha em boa conexao!
Foi como uma pequena morte, e tambem nao fui beneficiada por visoes extraordinarias, mas apenas o vazio da inexistencia virtual. Ainda achei que tivesse perdido meus escritos pra sempre - claro que nao tenho backup de nada - e percebi que talvez nao fizessem tanta falta, nem mesmo pra mim.
No milagre da volta aa vida, recobrei minha ilusao de auto-importancia, e cheguei mesmo a ter fe de que voltariam tambem os acentos mas, como podem ver, foi em vao. Tudo bem, quem liga pra uns detalhezinhos graficos diante da avassaladora sensacao de pertencimento, da maravilha de ser um endereco eletronico que funciona, uma gota comunicante em meio ao oceano da web?...
Estou estudando sistemas alternativos pra repaginar o cafofo com acentos modernos, cedilhas arrojadas e tremas de ultima geracao, mas estou cautelosa, nao quero estressar o Servidor e sofrer outra morte subita. A gente vai se apegando a essa vidinha, mesmo com uns defeitos aqui e ali, que vao se arrastando como a perna coxa do dr House. A bengala se incorpora ao figurino como um acessorio excentrico, um charme capenga, de que depois pode ser dificil se livrar. Como a minha teima em escrever evitando angulos agudos e dilemas circunflexos, nem um til de eleicoes nos eua ou no paquistao, nenhuma crase aa badalha dos cartoes e outros temas aridos...perdoem mas quem nao tem acento, encurta o assunto.
Claro que eu bem queria escrever paragrafos prodigos em proparoxitonas petreas, interjeicoes bombasticas e outras eloquencias de alta tonicidade mas... fica pra proxima.
Por ora, folgo simplesmente por estar em rede, viva!
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