quando chove
de raio
eu chamo
as palavras
de risco
pra vir brincar
em casa
bem longe
de espelho
tesoura
arvore
agua
poste
vassoura
agulha
vidro quebrado
tudo que
fura
ou fere
ou fulgura
um reflexo
qualquer
um cisco
se der
fagulha
atrai
um corisco
que credo
ninguem
aguenta
com o coice
vixe
nem fale
nisso
isola
.
.
.
de capinhas de borracha
vem as chatas
de galochas
e aqui dentro
se abrigam
seguras
ate’ o estio
as intempestivas
e um tanto parvas
(com perdao da ma’…)
palavras
.
« janelas
intemperie
Dec 16th, 2007 by Christiana
… e o gato de botas
sempre pisa nas bolas…
palavras são tudo, as espontâneas,
fique bem claro.
bjs mil
Ora botas, pobre bichano, isso deve doer!
mas, aqui na minha terra, “bola-gato” quer dizer outra coisa… um exemplo de que palavras podem não ser a melhor coisa para ocupar a boca! hahahaha (bobeira espontânea e incontÃvel)
beijos, guga
“de capinhas de borracha vem as chatas de galochas”. Christiane, gosto tanto de suas palavras que torço sempre pela tempestade. Adoro diminutivo e “chatas de galocha” utilizo quase que diariamente. Sou meio autista, levo os ditados sempre para o literal, e acabo me divertindo à vera.
Olga, você é uma leitora muito sensÃvel, agradecida!
sabe que só publiquei este poema por causa dessa parte? também fiquei rindo sozinha da imagem. sou como você e nunca deixei de imaginar, concretamente, as galochas.
beijos
Christiana, e “nervos à flor da pele”, é de matar de rir, não?
Galochas, quantas lembranças, quantas piadas, quanta chuva que não veio….
Olga,
nervos à flor da pele podem matar de rir… ou de chorar!
mas é mesmo uma imagem e tanto, e eu também nunca deixo de imaginar a tal flor na pele. será uma tatuagem? boa idéia, Olga, vou tentar fazer um poema sobre isso, qualquer hora sai… e será dedicado a você, é claro!
Eduardo,
cada chuva que não vem é uma nuvem que se vai . No ir e vir passamos nós, carregando as lembranças… e as galochas.
Beijos.
Helena,Helena, Helena… eu sou ciumenta, invejosa, ruim e pretensiosa. Sou sim. Ciúme dos amigos que você trata a pão-de-ló. Inveja dos teus versos, do teu universo, do teu porretismo. Ruim e pretensiosa sim, porque vou exigir que você venha ao meu blog e opine. Vou mal de versos…
Obs: por que pão de Ló? Ele não era o da mulher xereta? OK.
Haha, Dalva, não seja boba, temos acepipes para todos! Posso te tratar a panetone, pra ficar mais temático… ou rabanada, minha mãe faz umas ótimas…
Voce disse uma coisa certÃssima e altamente intrigante: se a mulher do sujeito era a tal sodomita que foi olhar pra trás e virou estátua, o pão-de-ló deve ter ficado sal puro! pior que o pão que o diabo amassou…
juro que tentei fazer um poema sobre isso (tenho rascunhos como prova) mas não achei o ponto da massa, reservei. De repente uma hora dessas fermenta ;)
beijos